Postado em: 9 de julho de 2021 | Por: Ezequiel Neves

"O futuro do Maranhão é duvidoso" parafraseando o poeta Cazuza

 

Pode seguir a tua estrela o teu brinquedo de star, fantasiando segredos o ponto aonde quer chegar
Com a aproximação das eleições, o cenário eleitoral vive um processo de indefinições e se torna um enigma para fazer uma análise estimada da conjuntura nacional e maranhense. O governador do Estado Flávio Dino vive esse grande dilema eleitoral e carrega o protagonismo de coordenar todo o processo. Nada fácil para ele e seus aliados que lutam intransigentemente para abocanhar uma fatia desse bolo, que fica difícil de ser repartido. A polarização entre Werverton Rocha e Carlos Brandão é exemplo mais claro entre aliados da base governista.

O senador Werverton tem uma base sólida, que é o PDT e tem como candidato em nível nacional Ciro Gomes; já Brandão é filiado ao PSDB, partido que é inimigo histórico do PT do ex-presidente Lula, considerado a maior liderança de esquerda do Brasil e aliado histórico de Flávio Dino. Ninguém imagina como vão se desenhar as estruturas partidárias até a eleição em 2022. Aqui no Maranhão começa com um fato bastante inusitado, que a filiação do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda, no PSD, mesmo partido de Edilázio, inimigo número um do governador Flávio Dino.

Só que tem o detalhe da aproximação do Governo Flávio Dino com o sistema Mirante de comunicação, o que é bem evidente e deve coordenar a campanha do governador Flávio Dino para o Senado ou para a vice-presidência nacionalmente, dependendo da conjuntura. Só que na política tudo pode acontecer e tudo tem a sua taxa de traição. Além da oposição velada e da articulação política do Sarney, Roberto Rocha, Braid e Edivaldo Holanda. O protagonismo feminino fica por conta da senadora Eliziane Gama que faz um excelente trabalho na CPI da covid19 e da ex-governadora Roseana Sarney que tem o trunfo da mirante e do velho pai que pretende recolocá-la na asa do avião de Dino. Correndo por fora aparece como azarão o prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim que tenta a todo custo nas redes sociais traduzir a narrativa do presidente Bolsonaro sustentando a tese que a ciência não garante os benefícios da Ivermectina e da Azitromicina contra a covid19. Ainda assim, ele justifica sua defesa do protocolo com o ditado popular "o que não mata, engorda".

São vários cenários que serão postos até perto da eleição. Tudo pode acontecer. E fica uma incógnita: qual será o futuro do governador Flávio Dino, depois de ter levado quase todos seus aliados ao PSB, pelo qual não tem o controle absoluto nacionalmente?

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