Postado em: 14 de dezembro de 2020 | Por: Ezequiel Neves

Guedes prepara novo ataque aos trabalhadores

 

Por Altamiro Borges 

Paulo Guedes, o 'Chicago Boys' que foi capacho do ditador chileno Augusto Pinochet e hoje serve ao genocida Jair Bolsonaro, já articula um novo golpe contra os direitos dos trabalhadores. Na quarta-feira (9), o jornal Estadão, que dá apoio ao ministro ultraneoliberal, estampou no título: "Guedes defende ‘flexibilização’ de leis trabalhistas”.

Segundo a reportagem, a desculpa do czar da Economia agora é a Covid-19. “O ministro defendeu flexibilizar a legislação para, segundo ele, abrir mais empregos depois da pandemia do novo coronavírus. ‘Não vamos tirar direitos de ninguém, mas precisamos de um regime extraordinário de um ou dois anos'”.

Paulo Guedes anunciou que alterará o “Programa Verde Amarelo”, lançado no final de 2019, mas que não foi votado pelo Congresso Nacional e gorou. O abutre rentista não detalhou a mudança, que visaria incentivar a contratação de jovens de 18 a 29 anos. Mas é óbvio que ele representará mais regressões e maldades.

Bomba no colo do trabalhador

No caso da medida provisória 905, que tratava do chamado “contrato de trabalho verde e amarelo”, o que se pretendia era só retrocesso. A MP produziria mais de mil alterações nas relações de trabalho, representando uma nova “deforma” trabalhista – piorando ainda mais a imposta pelo Judas golpista Michel Temer.

Na ocasião, a juíza do trabalho Valdete Souto Severo, presidenta da Associação Juízes pela Democracia, em artigo na revista CartaCapital, classificou o programa como “uma bomba no colo dos trabalhadores”. Ela escreveu: “A leitura da MP 905 cansa e entristece; é uma declaração de ódio a quem vive do trabalho”.

PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL e Rede também lançaram nota prometendo forte resistência. “O trâmite da MP 905 deve ser imediatamente interrompido, com sua devolução ao Poder Executivo, de modo a resguardar os preceitos constitucionais e a garantir a participação da sociedade e do Parlamento no debate da matéria”.

Já as seis centrais sindicais formalmente reconhecidas (CUT, FS, CTB, UGT, NCST e CSB) encaminharam ofício aos presidentes da Câmara Federal e Senado pedindo a devolução da MP. Pelo jeito, toda essa mobilização será novamente necessária. É bom já se preparar para uma nova guerra contra a regressão trabalhista!

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