Flávio Dino defende medidas emergenciais para proteger a economia

10:11:00 PM


Flávio Dino defendeu o SUS no Brasil, que, em suas palavras, deve ser protegido para enfrentar quadros de dificuldade como o que vivemos agora

Em entrevista ao programa Faixa Livre, da rádio Bandeirantes do Rio de Janeiro, o governador Flávio Dino defendeu medidas de prevenção e contenção do coronavírus para tentar diminuir os efeitos da crise sanitária sobre a economia brasileira.

“A responsabilidade fiscal não pode ser dissociada da responsabilidade social. Essa é a premissa fundamental. Temos que ter cuidado com as contas públicas, viabilizar condições de manter o equilíbrio estrutural dos governos para o futuro. Mas isso não significa ignorar clamores e necessidades urgentes”, disse o governador Flávio Dino.

Flávio Dino defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, que, em suas palavras, deve ser protegido, preservado e fortalecido para enfrentar quadros de dificuldade como o que vivemos agora com a pandemia do coronavírus.

“Temos esse empecilho do teto de gastos. O que temos que entender nesse momento é que no caso da saúde pública, caso haja agravamento, tem que ter abertura dos créditos extraordinários, para ampliar leitos de UTI. Infelizmente possuímos um sistema com déficit de oferta de leitos de UTI, com a demanda adicional essa dificuldade se torna ainda maior”, disse o governador do Maranhão.

Discurso monotemático

Durante a entrevista, Dino citou o discurso monotemático por parte do Governo Federal como um equívoco estrutural. O caminho apontado por ele seria a intensificação de investimentos públicos. “Para que haja funcionamento da economia, tem que ter demanda, pessoas aptas a consumir, com o dinheiro em circulação. Isso se dá a partir de decisões de governo”, disse Flávio Dino.

Quando questionado sobre qual seria a saída no lugar do discurso monotemático, o governador citou a reforma tributária como a principal medida a ser tomada para o momento que vivemos.


“A reforma tributária é a reforma que o nosso país precisa. Precisamos garantir distribuição mais justa da riqueza e da renda do país. Em nome do discurso monotemático das reformas acaba se esquecendo da adoção de medidas emergenciais, medidas para o aqui e agora essenciais para toda a sociedade”, concluiu.

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