Postado em: 17 de maio de 2020 | Por: Ezequiel Neves

17 de maio – Nossas cores para resistir: LGBTI na luta por democracia e direitos!

Bandeira LGBT
Há 30 anos, uma decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS) permitiu que Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais (LGBT) fossem percebidos como sujeitos saudáveis. Essa decisão possibilitou abolir um estigma cruel e preconceituoso: a identidade de gênero e orientação sexual não são doença.
Esse acontecimento ocorreu no dia 17 de maio, e passou a ser considerado um marco  representativo para a população LGBT, pois foi retirado da lista de Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) o termo  homossexualismo.
Por isso mesmo com o passar do tempo, essa data passou a ser usada como símbolo do combate à Homofobia[1]. Desde então manifestações, atividades e marchas em diversos países são realizadas com a finalidade de tornar visível a luta de combate ao preconceito, a ignorância e às mortes de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais.
Nesse sentido, fiel à sua vocação democrática e social, o Partido dos Trabalhadores sempre se pautou na defesa intransigente das lutas e demandas de setores e segmentos vulneráveis.
Ao longo do tempo essa perspectiva sempre foi real e culminou com muitos avanços e conquistas para o segmento LGBT quando à frente do governo federal, todavia é preciso destacar que muito ainda precisa ser realizado.
Diante do agravamento da crise institucional, social e política que tem assolado o Brasil, nós Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais do Partido dos Trabalhadores lembramos que o dia 17 Maio inicialmente conhecido como Dia Internacional contra Homofobia é dia de luta e denúncia, por isso bradamos em alto e bom som: Nossas cores para resistir: LGBTI na luta por democracia e direitos!
Esse é o grito de milhões de brasileiras e brasileiros que hoje se unem para enviar mensagem de luta, resistência em favor de uma existência pacífica e fraterna sem rótulos, preconceitos ou estigmas.
Basta de mortes e violência!
Não podemos nos esquecer que ainda hoje no Brasil muitas pessoas LGBT foram mortas e silenciadas como foi o caso do assassinato brutal da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do seu motorista Anderson Gomes.
Marielle era uma aguerrida defensora dos Direitos Humanos e contra as ações violentas da PM nas favelas. Sua execução foi a aniquilação de quem luta ao lado do povo pobre, das LGBTI, mulheres negras e negros no Brasil.
Mais uma demonstração que a LGBTfobia[2] ainda existe na população brasileira e necessita ser diuturnamente combatida.
Um outro aspecto que não podemos esquecer se refere a onda de ataques aos nossos direitos conquistados, a soberania nacional e a jovem democracia brasileira.
Infelizmente a constatação que se tem é que muitos direitos conseguidos foram anulados ou revogados.
Assistimos hoje ao desmonte sistemático de políticas públicas, extinção de conselhos e posicionamento formal e público de gestores federais contrários aos direitos da população LGBT.
O discurso de ódio, as privatizações de nossos bens e o desmonte das ações específicas voltadas para a população LGBTI compõem um projeto que deseja acabar com a soberania brasileira.
Para nós, LGBTI, defender os direitos humanos e a democracia é fundamental enquanto garantia de nossa existência, dignidade, igualdade e emancipação.
Resistiremos pelo direito a um futuro de cidadania que garanta o livre exercício de expressão, pensamento, afetividade e sexualidade, base fundamental de toda sociedade contemporânea cuja premissa está sustentada nos marcos civilizatórios.
[1] que quer dizer basicamente antipatia, desprezo, preconceito, aversão e medo irracional de pessoas LGBT que se manifesta predominantemente através de um comportamento hostil (assédio moral, bullying) e a violência física
[2] ódio e aversão às pessoas por causa da sua orientação e identidade de gênero, manifesta-se todos os dias através da violência psicológica, verbal e moral. Expressa-se em relação a Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais.

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